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quinta-feira, 4 de março de 2010

Brasileiro cria impressora de alimentos e outras invenções

A novidade pode soar estranha para a maioria das pessoas. Para quem não tem tempo de cozinhar, a promessa é, com o perdão do trocadilho, um prato cheio. Ao fim do expediente, basta abrir um programa de computador que funciona como um cardápio virtual e escolher o jantar. A receita do prato selecionado é enviada para uma impressora e, ao chegar em casa, não é preciso perder tempo na frente do fogão. O jantar está pronto para ser servido.



Marcelo Coelho, um dos inventores da impressora de alimentos, que é novidade dos laboratórios do Massachussetts Institute of Technology (MIT), diz que a idéia é digitalizar a culinária, uma atividade que ainda é muito analógica.

Deixar a comida pronta na hora programada não é a única função da impressora de alimentos, ela também vai ajudar a preparar pratos mais saudáveis. Uma tela sensível ao toque, permite que se escolha a quantidade de alguns ingredientes usados na preparação do prato. A precisão será tamanha que permitirá estabelecer o número de calorias e quantidade de carboidratos da refeição.

A impressora ainda está em fase de desenvolvimento e vai demorar pelo menos dois anos pra ficar pronta. Coelho afirma que já foram feitos testes com alguns ingredientes e ficou com gosto de comida feita em casa.


Coelho, um dos desenvolvedores da Impressora de Alimentos

Desenvolvida nos últimos seis meses ao lado do israelense Amit Zoran, esta não é a primeira invenção de Coelho. Antes dela, trabalhou com os objetos que mudam de forma. Ao todo, três ideias saíram do seu laboratório. A que mais gosta é a Shutters, uma espécie de cortina cujas abas mudam de um lado para o outro para facilitar o fluxo de luz e de ar. Depois de um ano e mais de US$ 10 mil investidos, a novidade chamou a atenção de uma fabricante americana de brinquedos que pensou em usar o produto em ursos de pelúcia.

Inventar objetos não foi a primeira opção de vida para Coelho. Em 1998, ele decidiu sair de Campinas, no interior de São Paulo, onde nasceu, para estudar cinema na USP. Um ano e meio depois, foi fazer um intercâmbio na Universidade Concórdia, em Montreal, no Canadá, onde estudou cinema por mais um ano e meio antes de perceber aquela não era bem a sua praia. “Estava mais interessado em montar e desmontar câmeras do que fazer filmes”, disse o jovem inventor. Coelho continuou em Montreal, mas mudou de curso. Em 2002, matriculou-se na faculdade de Arte e Computação.

O gosto pelas pesquisas inovadoras ele herdou da professora canadense de design Joanna Berzowska, com quem foi trabalhar há cinco anos. Entre suas pesquisas estão tecidos inteligentes que mudam de cor de acordo com a temperatura ambiente. De lá para cá, Coelho não deixou mais o laboratório. Se a impressora de alimentos der certo, ele pretende montar uma empresa para comercializar o mais novo utensílio de cozinha. Caso contrário, vai voltar para o mundo das pesquisas. “Sempre tenho dez projetos acontecendo ao mesmo tempo”, disse. “No mundo das pesquisas, é bom não apostar tudo numa coisa só”.

domingo, 10 de maio de 2009

Persiana capta energia solar e ilumina a casa durante a noite


A persiana da foto acima vai muito além de impedir que a luz no sol entre pela janela de casa ou do escritório. Desenvolvida pelo design Vincent Gerken, a cortina contém painéis solares embutidos nas lâminas, que captam a energia solar durante o dia e a transforma em iluminação para o ambiente durante a noite.

Batizada de Blight – uma mistura de “blind” (cortina) e “light” (luz) –, a cortina aproveita a área das persianas para enfileirar em cada lâmina painéis flexíveis de células fotovoltaicas. Quando a noite cai, a energia armazenada é transferida para um painél eletroluminescente, que converte a eletricidade em luz.

“Nós não produzimos nenhum produto novo”, disse Vincent Gerken ao site Inhabitat. “Apenas utilizamos todas as funções desse objeto e acrescentamos um pouco de tecnologia para lhe dar uma nova função – captar a energia solar e convertê-la em eletricidade.”



Jovem cria painéis solares com esmalte e acetona




Uma jovem cientista australiana demonstrou que com matérias simples - e muita criatividade - é possível ajudar o planeta. Nicole Kuepper, 23 anos, criou células fotovoltaicas, usadas para transformar energia solar em energia elétrica, a partir de produtos parecidos com esmalte e acetona, uma impressora e um forno de pizza, baixando o preço da tecnologia.

Os painéis solares criados por Nicole, que é estudante da Universidade de Nova Gales do Sul e já patenteou o processo, são bem mais simples e baratos do que os tradicionais, por não usar tecnologia de ponta, mas mantêm a mesma qualidade.

No processo, ela pulveriza químicos parecidos com esmalte em células de silício e passa essas células finas por uma impressora comum que, em vez de tinta, usa acetona para moldá-las no formato certo. Depois, o material é “assado” em um forno similar ao de pizza, numa temperatura mais baixa do que a do processo normal.

Colecionadora de títulos científicos de prestígio na Austrália, a jovem ressalta que, quando o método começar a ser comercializado, daqui a três anos, ele vai reduzir a emissão de gases poluentes causadores do efeito estufa e das mudanças climáticas.